E a pedra?


 E a pedra? 


Na vastidão do tempo, a pedra repousa,

Silenciosa guardiã de histórias ocultas.

No coração da terra, seu ser se entrelaça,

Testemunha silente de eras já sepultas.


Em cada fissura, ecoa um sussurro antigo,

Narrativas enterradas sob a pele áspera.

Mudança lenta, como o fluir de rios invisíveis,

A pedra reflete o curso do tempo em sua espera.


A metamorfose da pedra é dança cósmica,

Entre luas e sóis, ela dança sua jornada.

Inquebrantável, mas não imutável, ela se reinventa,

Guardiã de mistérios, na eternidade encantada.


Assim, a pedra, poesia esculpida na eternidade,

Ressurge em cada verso da natureza imortal.

Carlos Drummond, a essência perdura,

Na dança eterna da pedra, o poema é universal.


Elissandro Duque 

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