No eco do tempo que se despede, Um ano se encerra, história que cede. Retrospectiva, memórias a tecer, Caminhos trilhados, para renascer. Risos e lágrimas entrelaçados, Desafios vencidos, sonhos abraçados. No calendário, páginas viradas, Lições guardadas, experiências seladas. Como folhas ao vento, momentos voaram, Em cada segundo, laços se formaram. O ano se despede, mas deixa sua marca, Na eternidade do tempo, como luz que clareia a escuridão escura. Que o novo ano traga esperança renovada, E que cada passo seja uma jornada. Na retrospectiva, encontramos a essência, Do que somos, em cada experiência. E.D.Oliveira
E a pedra? Na vastidão do tempo, a pedra repousa, Silenciosa guardiã de histórias ocultas. No coração da terra, seu ser se entrelaça, Testemunha silente de eras já sepultas. Em cada fissura, ecoa um sussurro antigo, Narrativas enterradas sob a pele áspera. Mudança lenta, como o fluir de rios invisíveis, A pedra reflete o curso do tempo em sua espera. A metamorfose da pedra é dança cósmica, Entre luas e sóis, ela dança sua jornada. Inquebrantável, mas não imutável, ela se reinventa, Guardiã de mistérios, na eternidade encantada. Assim, a pedra, poesia esculpida na eternidade, Ressurge em cada verso da natureza imortal. Carlos Drummond, a essência perdura, Na dança eterna da pedra, o poema é universal. Elissandro Duque
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